Portas fechadas, quadros e velas cercam o grande salão.
Taça de cristais, talheres de pratas, à avareza é alimentada
pela gula.
Moedas giram no canto da mesa, guardanapos limpam a vergonha.
Chego a tempo de ver à agulha da vitrola tocar o disco.
A encenação começa; E os primeiros passos são dados
lentamente.
Temperatura agradável, mentiras e luxuria a rigor.
Sem esbarrar, caminho entre todos.
Parecem tranquilos, todas as cordas são puxadas em
sincronia.
A sinfonia aguça os sentidos, o orgulho se torna
palpável.
Um estalar de pensamentos, mas já era tarde demais.
As feras adormecidas acordam com o disparo de minha presença.
A fúria eminente significa que o único convidado finalmente
chegou.
Ações para me fazerem ajoelhar; Aplausos e sorrisos nas entrelinhas expressam
o reconhecimento pela minha resistência.
As regras se moldam a cada jogada, um jogo perigoso.
A preguiça desafia a paciência, o vencedor logo se fará
presente.
Os pensamentos são traídos pelos movimentos involuntários.
Olhos invejosos guardam o primeiro barulho do padrão rompido.
Esse é o inicio de um caminho guiado por uma bússola
quebrada.
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