16 de maio de 2014

O convite.


Portas fechadas, quadros e velas cercam o grande salão.
Taça de cristais, talheres de pratas, à avareza é alimentada pela gula.
Moedas giram no canto da mesa, guardanapos limpam a vergonha.
Chego a tempo de ver à agulha da vitrola tocar o disco.
A encenação começa; E os primeiros passos são dados lentamente.

Temperatura agradável, mentiras e luxuria a rigor.
Sem esbarrar, caminho entre todos.
Parecem tranquilos, todas as cordas são puxadas em sincronia.
A sinfonia aguça os sentidos, o orgulho se torna palpável.

Um estalar de pensamentos, mas já era tarde demais.
As feras adormecidas acordam com o disparo de minha presença.
A fúria eminente significa que o único convidado finalmente chegou.
Ações para me fazerem ajoelhar;  Aplausos e sorrisos nas entrelinhas expressam o reconhecimento pela minha resistência.

As regras se moldam a cada jogada, um jogo perigoso.
A preguiça desafia a paciência, o vencedor logo se fará presente.
Os pensamentos são traídos pelos movimentos involuntários.
Olhos invejosos guardam o primeiro barulho do padrão rompido.
Esse é o inicio de um caminho guiado por uma bússola quebrada.


Nenhum comentário:

Postar um comentário