2 de maio de 2014

Em meus olhos.


Filtrando e absorvendo, mesmo depois de tudo sinto um vazio.
Nada pra me segurar, até a incerteza oferecer-me a mão.
Mão suja que segura e puxa o meu ser residente, sinto um carinho gélido e constante.
Uma respiração diferente corroí o ar, passos e risadas se aproximam.
Sutilmente e enigmático ele chega até mim.
Fixando seus olhos aos meus, ele enxerga um reflexo que o deixa em estase.
Sufocando em sua própria respiração; As risadas se vão e dão lugar a calafrios.
O último fragmento de pensamento está cheio de arrependimento.
O que ele viu em meus olhos? Ele viu tudo; Inclusive à ausência do medo.


                                

                                                                                             Revisão: Gleyce Lima



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