Vuper Cabrim - Textos e Rabiscos.
Um labirinto de textos que de certa forma acabam se juntando e formando o incrível mapa da infinidade.
6 de julho de 2014
Você em mim.
Procuro respostas para as perguntas que você sempre me faz pensar.
Talvez as respostas que procuro estejam no porque questionar.
Meu amor é sincero e seu.
O meu amor em minha alma reside, meu coração por ti clama e em seus braços a paz encontrei.
Seu abraço sufocante de saudades me traz alívio.
O alívio que procurava estava ali o tempo todo, em seus braços.
Seguro sua mão, olho em seus olhos e sinto que eu estou exatamente onde veria estar.
Ao seu lado é onde devo estar, é onde eu quer ficar.
E toda noite antes de dormir confesso aos anjos o meu amor por você.
30 de junho de 2014
De joelhos.
Um dia eu contarei as estrelas pra você, um dia eu te
contarei uma história, um dia tudo fará sentido.
Mas agora não, ainda é muito cedo.
Está tudo bem, sempre terá uma próxima noite.
Mas talvez esse dia não exista e essa noite nunca chegue.
Toque-me, faça-me respirar novamente, sopre sua esperança sobre mim mais uma vez.
Então tome meu coração como garantia e minhas lagrimas como
testemunhas de minha devoção.
Talvez o seu amor seja a forma mais bonita que Deus
encontrou para me fazer ajoelhar.
E de joelhos eu ficarei por toda eternidade.
25 de junho de 2014
A chuva de lágrimas.
Chuva que não pode ser sentida por aquele que não a faz.
Lá fora alguém chora.
Pingos de tristeza...
Encharcado; Pois logo acima alguém também chora.
E a chuva de lágrimas continuará até que os olhos se abram.
11 de junho de 2014
A ladra de sorrisos.
Varias opções, mas não vejo como isso pode acabar sem que a manga de minha camisa não estejam sujas de sangue.
Carregarei todos os seus pecados, desejando que quando o fim chegar você consiga sorrir
Por favor, descanse um pouco.
O dia parece estar longe de acabar e o amanhã se mostra infinito.
Sacrifico meu presente pelo seu sorriso, pois não enxergo meu futuro sem ele.
Ligados por algo que não compreendemos.
Desejamos ser fortes, desejamos proteger a todos.
A mesma fala, o mesmo pensamento, a mesma alma divida em dois corpos.
Sua mão unida a minha; E um sorriso meu você rouba facilmente.
Enrole-me em seus braços, cante em meu ouvido e faça a mágica acontecer.
5 de junho de 2014
A pequenina.
Eu vi.. a pequenina menina.
Eu vi.. uma mulher em seus olhos.
Eu vi... suas cicatrizes.
Eu vi... beleza em seus gestos.
Eu vi... inocência em sua voz.
Eu vi... esperança
em suas palavras.
Eu vi... seu lindo sonho.
Eu vi... o mundo melhor.
Eu vi... a difícil jornada.
Eu vi... uma bonita alma.
Eu vi... seu coração sorrir pra mim.
Eu vi... seu amor tomar forma.
Eu vi... Eu vi... Eu vi...
31 de maio de 2014
O bailarino louco.
O destino é um louco bailarino feito com fios de prata; As
vezes sacana, intermediário da loucura.
Uma borboleta feita de esperança dança no ar, suas batidas
entre o caos anima os mortos.
Um monstro matando outro, um monstro dando vida a outro, uma
vida tirada, uma vida roubada, a moeda nunca para de girar.
Rostos desesperados mostram o caminho , olhar de quem teve
o medo engolido pela realidade.
Perigo sempre eminente, sujeito irrelevante em uma situação
relevante.
É na esplêndida escuridão que o sorriso vermelho surge.
Enquanto a borboleta voar os mortos vigiaram a todos.
16 de maio de 2014
O convite.
Portas fechadas, quadros e velas cercam o grande salão.
Taça de cristais, talheres de pratas, à avareza é alimentada
pela gula.
Moedas giram no canto da mesa, guardanapos limpam a vergonha.
Chego a tempo de ver à agulha da vitrola tocar o disco.
A encenação começa; E os primeiros passos são dados
lentamente.
Temperatura agradável, mentiras e luxuria a rigor.
Sem esbarrar, caminho entre todos.
Parecem tranquilos, todas as cordas são puxadas em
sincronia.
A sinfonia aguça os sentidos, o orgulho se torna
palpável.
Um estalar de pensamentos, mas já era tarde demais.
As feras adormecidas acordam com o disparo de minha presença.
A fúria eminente significa que o único convidado finalmente
chegou.
Ações para me fazerem ajoelhar; Aplausos e sorrisos nas entrelinhas expressam
o reconhecimento pela minha resistência.
As regras se moldam a cada jogada, um jogo perigoso.
A preguiça desafia a paciência, o vencedor logo se fará
presente.
Os pensamentos são traídos pelos movimentos involuntários.
Olhos invejosos guardam o primeiro barulho do padrão rompido.
Esse é o inicio de um caminho guiado por uma bússola
quebrada.
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